Número de Vítimas: Alegações da Parte Saudita

Jacarta — O embaixador da Arábia Saudita na Indonésia, Faisal Abdullah Al-Amoudi, declarou que ataques do grupo armado Houthi mataram 17 pessoas e feriram outras 333 no território saudita. Os números são uma alegação da parte saudita feita em coletiva de imprensa na Embaixada da Arábia Saudita, em Jacarta Sul, nesta sexta-feira (16/10/2026), e não foram verificados por fontes independentes.

Faisal também acusou os Houthis de visarem a Cidade Sagrada de Makkah Al-Mukarramah e Madinah Al-Munawwarah. "As ações hostis da milícia Houthi — esta milícia terrorista Houthi — chegaram ao ponto de visar os lugares mais sagrados da face da terra, nomeadamente Makkah Al-Mukarramah e Madinah Al-Munawwarah", disse Faisal, citado pelo jawawa.id. A acusação sobre visar as cidades sagradas foi apresentada como uma alegação da parte saudita.

Segundo Faisal, a escalada dos ataques também ameaça a cadeia de suprimentos global, a segurança alimentar e a segurança energética mundial. Ele enfatizou que a Arábia Saudita tem o direito de defender sua soberania e seu território com base no direito internacional, além de garantir a segurança dos peregrinos da umrah e dos visitantes.

Aeroporto Civil Torna-se Alvo Recorrente

Ataques contra infraestrutura civil tornam-se destaque da coalizão liderada pela Arábia Saudita. O porta-voz da coalizão, Major General Turki Al-Malki, declarou que ataques Houthi atingiram repetidamente aeroportos civis, incluindo o Aeroporto Internacional King Khalid em Riyadh, o Aeroporto de Abha e o Aeroporto King Fahd em Dammam, segundo a Saudi Press Agency (SPA) na quinta-feira (15/10/2026), citada pela WE News English.

Segundo Al-Malki, apenas o Aeroporto Internacional King Khalid foi atacado 20 vezes desde 1 de outubro. A declaração do presidente do Conselho de Segurança da ONU destacou especificamente os ataques mortais de 10 e 11 de outubro contra o aeroporto, que segundo a declaração mataram 14 pessoas e feriram mais de 300. O Comando Conjunto da coalizão afirmou ter destruído uma rede de depósitos de armas dos Houthi em Sanaa, Saada e Amran, bem como várias plataformas de lançamento de mísseis, para paralisar a capacidade ofensiva do grupo.

Conselho de Segurança da ONU reafirma direito de autodefesa de Riad

O Conselho de Segurança da ONU emitiu uma declaração presidencial numerada S/PRST/2026/4 na quinta-feira (15/10/2026) que condenou "com a maior veemência" os ataques cada vez mais frequentes dos houthis contra a Arábia Saudita, incluindo ataques à infraestrutura de aviação civil e de energia. A declaração, acordada por todos os 15 membros do conselho, reafirmou o direito inerente da Arábia Saudita à autodefesa em conformidade com o direito internacional, além de expressar solidariedade com o reino e condolências às famílias das vítimas.

O Conselho também condenou os ataques e ameaças dos Houthi à navegação comercial no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb — rota estratégica do comércio mundial — e instou à plena implementação da Resolução 2216 (2015) sobre o embargo de armas contra os Houthi. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita saudou a declaração e afirmou que o reino tem o direito de tomar todas as medidas necessárias para garantir sua segurança e seu território.

Sobre o Irã: acusado por Riade, negado por Teerã

O vice-ministro de Diplomacia Pública da Arábia Saudita, Rayed Krimly, acusou abertamente o Irã, em 15 de outubro, de "incentivar" a escalada dos ataques houthis e de violar os compromissos do Acordo de Pequim de 2023 — a primeira acusação de Riade contra Teerã desde a normalização das relações entre os dois países. No entanto, nem a declaração conjunta da Arábia Saudita, Egito, Paquistão e Turquia em 11 de outubro, nem a declaração do Conselho de Segurança da ONU mencionaram o Irã; ambas apontaram apenas os houthis como responsáveis pelos ataques.

O Irã rejeita as acusações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou em 17 de outubro que "as forças armadas do Iêmen agem de acordo com seus próprios interesses e avaliações", e classificou a alegação saudita como não credível. Faisal, por sua vez, em conferência de imprensa em Jacarta, reafirmou que a Arábia Saudita prioriza uma solução política abrangente no Iêmen, ao mesmo tempo que reiterou o direito de defender a soberania com base no direito internacional.