Anunciado no domingo pela manhã
A coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os houthis anunciou neste domingo (18/10/2026) que dois pilotos morreram após a queda de seu helicóptero de reconhecimento na região de Najran, na Arábia Saudita, perto da fronteira com o Iêmen. O porta-voz da coalizão, brigadeiro-general Turki al-Malki, afirmou que o helicóptero leve AH-6i da Guarda Nacional "caiu e foi destruído" devido a uma falha técnica na área de jurisdição do Ministério da Guarda Nacional saudita, resultando na morte da tripulação composta por dois oficiais.
Segundo a coalizão, esta é a primeira baixa militar desde que os combates recomeçaram em julho de 2026, após o colapso de um cessar-fogo que durou cerca de quatro anos. O conflito voltou a se acirrar com ataques transfronteiriços cada vez mais intensos nas últimas semanas.
Houthi Alegam Terabát Avion
Causa do acidente é contestada. Na noite de sábado, o porta-voz militar Houthi Yahya Saree afirmou que seu grupo derrubou um helicóptero Apache saudita na mesma área, quando a aeronave atacava suas posições ao longo da fronteira.
Al-Malki negou as alegações e publicou uma foto de fileiras de helicópteros Apache, sugerindo que a frota de Apache permanece intacta. Até o momento, não há confirmação independente que determine qual versão é a correta.
Escalada esquenta cada vez mais
O incidente ocorreu em meio a uma escalada acentuada. A coalizão relatou ter interceptado vários drones na região de Riyadh e na Província Oriental, além de dois mísseis balísticos lançados em direção a Khamis Mushait, no sul do reino. As autoridades sauditas chegaram a enviar um alerta de ameaça aérea aos moradores de Riyadh por celular na manhã de domingo, antes que o alerta fosse cancelado alguns minutos depois.
No Egito, o parlamento realizou uma sessão de emergência para discutir a preparação para defender a Arábia Saudita, caso seja solicitado pelos líderes do reino. Entretanto, os administradores do arranha-céus Kingdom Centre, em Riyadh — um dos principais marcos da cidade —, ordenaram que os inquilinos de seus escritórios trabalhem de casa "até segunda ordem", na sequência dos repetidos ataques Houthi.






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