Negativa da ministra
Jacarta — A ministra da Comunicação e Digital (Menkomdigi), Meutya Hafid, negou que o Ministério da Comunicação e Digital (Komdigi) tenha solicitado às plataformas de redes sociais a remoção ou restrição de conteúdos sobre incêndios florestais e em terras (karhutla). A declaração foi feita nesta quarta-feira (21/10/2026), em meio a debates de internautas sobre supostas restrições de alcance — ou shadowban — em publicações com a temática.
"Não houve remoção de conteúdo nem qualquer pedido de remoção por parte do Kemkomdigi para restringir informações relacionadas a incêndios florestais e em terras, ou Karhutla", disse Meutya em comunicado oficial e em sua conta pessoal no Instagram.
Segundo Meutya, as informações sobre queimadas divulgadas pela sociedade civil nas redes têm papel vital no apoio ao combate aos incêndios. Ela destacou que o governo também utiliza o TikTok, o Instagram e o Threads, da Meta, para divulgar informações sobre o tema no âmbito da comunicação pública.

Origem da polêmica do shadowban
A controvérsia ganhou força após usuários relatarem queda abrupta no alcance de publicações logo após abordarem os incêndios florestais. Entre os casos está o da criadora de conteúdo Tasya Farasya, que declarou que as visualizações de seus Stories no Instagram caíram da média habitual de um milhão para cerca de 85 mil, segundo publicou o portal Detik iNET.
O debate se intensificou após um vídeo da governadora distrital (Bupati) de Siak, Afni Zulkifli, sobre o plantio de árvores em áreas queimadas ser temporariamente excluído, gerando grande repercussão pública. O termo shadowban designa a suposta limitação do alcance ou visibilidade de postagens sem aviso prévio ou explicação ao titular da conta.
Cobrança por transparência algorítmica
Diante do cenário, Meutya cobrou a governança das plataformas digitais, incentivando as big techs a esclarecerem os critérios de seus algoritmos e a aplicação das diretrizes da comunidade (community guidelines), permitindo aos cidadãos compreenderem como suas postagens são processadas, moderadas e distribuídas. Para ela, o público tem o direito de entender essas regras.
Aos usuários que considerarem ter sofrido instabilidades ou restrição indevida de alcance, a ministra orientou a apresentação de reclamações e recursos junto às próprias plataformas — a exemplo de Meta e TikTok — e o envio de relatos ao ministério.
"O governo segue aberto a contribuições e dados factuais, confiáveis e verificáveis relativos ao combate às queimadas", concluiu.






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