PT DSI Entra no Quarto Grupo da Investigação
O Bareskrim da Polícia Nacional da Indonésia formalizou a PT Dana Syariah Indonesia (DSI) como ré corporativa no caso de suposta fraude e apropriação indébita que lesou milhares de credores. A designação foi efetuada pela Direção de Crimes Econômicos e Especiais (Dittipideksus) da corporação na terça-feira (20/10/2026).
Com isso, a PT DSI passa a integrar o quarto grupo de investigações. Os investigadores expandiram a responsabilidade penal ao nível corporativo após já terem indiciado cinco pessoas físicas. Estima-se que o caso tenha provocado prejuízos de até 2,47 trilhões de rúpias.
O Diretor da Dittipideksus do Bareskrim, comissário sênior Suhasto, declarou que o foco principal não reside em apenas elevar o número de acusados. 'Não medimos o sucesso da resolução do caso da PT DSI pela quantidade de pessoas indiciadas. A medida real é o quanto os direitos das vítimas poderão ser recuperados', afirmou Suhasto na terça-feira (20/10/2026).

Cinco Réus Individuais em Três Grupos
Antes de atingir a pessoa jurídica, as autoridades haviam mapeado o caso em três grupos de réus individuais. O primeiro abrange três pessoas: TA, diretor-presidente; MY, fundador, ex-diretor e acionista; e ARL, membro do conselho de administração.
O segundo grupo conta com um investigado, enquanto o terceiro inclui FH, ex-alto funcionário da Autoridade de Serviços Financeiros (OJK) durante o período de 2017 a 2018. Todos os autos processuais desses três grupos já foram declarados conclusos (P21) pelo Ministério Público, inclusive os de FH, finalizados em 15 de outubro de 2026.
Já o quarto grupo, que mira a PT DSI como pessoa jurídica, permanece em fase de inquérito. Suhasto reforçou que a aplicação da lei alcançará todos os suspeitos envolvidos, incluindo entidades empresariais que tenham se beneficiado dos supostos crimes.
Dimensão do Rombo: R$ 2,47 Trilhões Sem Devolução
A magnitude do processo é ampla. De acordo com inspeções da Autoridade de Serviços Financeiros (OJK) datadas de setembro de 2025, a PT DSI captou recursos de 23.266 credores desde 2018, atingindo um montante acumulado de 11,49 trilhões de rúpias.
Até 22 de setembro de 2025, os valores pendentes de devolução ultrapassavam 2,47 trilhões de rúpias, pertencentes a 11.151 credores. Dessa quantia, suspeita-se que cerca de 1,87 trilhão de rúpias tenha sido canalizado para projetos fictícios, ao passo que apenas cerca de 145 bilhões de rúpias teriam ido para projetos reais.
Tais constatações embasam o rastreamento feito pelos investigadores sobre o destino do capital dos credores. A plataforma de financiamento coletivo de perfil islâmico entrou em inadimplência, deixando retidos os valores de milhares de investidores.
Foco na Recuperação de Ativos das Vítimas
A Subdiretoria II da Dittipideksus do Bareskrim conduziu o rastreamento de bens que somam mais de 500 bilhões de rúpias. Esses ativos devem viabilizar a compensação das perdas sofridas pelos credores.
'Por essa razão, conduzimos a investigação em conjunto com o rastreamento de bens, acompanhando cada destino do dinheiro dos credores', ressaltou Suhasto. O delegado reiterou uma mensagem clara: qualquer um que trair a confiança pública no mercado financeiro será perseguido até onde houver fluxo monetário.
Com o indiciamento corporativo, a PT DSI agora responde criminalmente como entidade jurídica. As diligências do quarto grupo continuam em andamento, e o Bareskrim assegura que a localização de bens prossegue atrelada ao processo legal para maximizar a restituição às vítimas.











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